Como a inteligência artificial pode ser aplicada na escola

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A inteligência artificial (IA) é um ramo da ciência da computação que busca construir mecanismos e dispositivos que simulem a capacidade do ser humano de pensar e resolver problemas. Com a evolução computacional, a IA ganhou mais força, o que possibilitou um grande avanço dos estudos nessa área, com máquinas capazes de fazer até a análise e síntese da voz humana.

No Brasil e no mundo já são feitas algumas experiências onde a inteligência artificial é usada para melhorar a forma como os alunos aprendem em sala de aula. Em algumas escolas brasileiras, são usadas plataformas de ensino no computador, onde o estudante tem acesso a conteúdos de aula, vídeos e exercícios online. Essas plataformas armazenam as informações do que o estudante já aprendeu, inclusive analisando as questões que ele errou para determinar em quais áreas ainda existem dúvidas.

Os professores também têm acesso à plataforma, que indica para eles em quais áreas os alunos estão tendo problemas, e o que precisa ser mais profundamente estudado.  Dessa forma, a plataforma ajuda os docentes a perceberem quais alunos estão com mais dificuldades e permite que eles tenham uma atenção especial àqueles alunos, sanando as dúvidas que eles possam ter em cada conteúdo.

Para especialistas, é preciso que se preste atenção para que o avanço do uso da inteligência artificial em sala de aula sirva para estimular os alunos e ajudá-los a superar dificuldades, ensinando-os a andar com as próprias pernas. Essas tecnologias não devem ser usadas como muletas ou de modo aleatório, é preciso que exista um planejamento para seu uso.

Eles também defendem que os computadores são bons na hora de analisar dados e identificar padrões de erros e acertos dos alunos, mas não funcionam para entender emoções ou replicar o intelecto e o instinto de um bom professor. Por isso, é preciso usar a inteligência artificial no que ela é útil e manter o ensino humano, aliando os dois de maneira a melhorar a aprendizagem das crianças e jovens. A tecnologia não deve substituir os professores, mas sim ajuda-los a aperfeiçoar e otimizar suas aulas.

No Brasil, a plataforma Geekie, que já é usada em 600 escolas privadas, além da rede Sesi e algumas escolas públicas, afirma que o primeiro obstáculo foi convencer os professores de que a inteligência artificial não tem a intenção de tomar o lugar do docente, mas sim de ajuda-lo. A formação de bons professores, capazes de utilizar a tecnologia a seu favor para melhorar a forma como o aprendizado é realizado na sala de aula é um dos grandes desafio do uso da tecnologia.

Esse problema pode ser muito difícil de resolver no Brasil, onde a formação de professores é considerada por especialistas como excessivamente teórica e deficitária. Além disso, também existe o problema da infraestrutura necessária para que a plataforma seja implantada. Em muitos lugares do pais ainda não existem redes de internet com conexão satisfatória e muitas das escolas, principalmente as públicas, não possuem computadores.

Segundo dados do Censo Educacional 2016, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), apenas 68% das 183,3 mil escolas básicas possuem conexão de internet. Além disso, a conexão banda larga está disponível em somente 56% delas, o que ainda é muito pouco.  Especialistas defendem que a internet no Brasil é cara e ruim e que isso pode afetar e muito a implantação de novas tecnologias no ensino, principalmente em escolas públicas, onde o investimento para modernização é, muitas vezes, insuficiente.

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