Brasil tem piora e está em 108º lugar no ranking de direitos das crianças

Brasil tem piora e está em 108º lugar no ranking de direitos das crianças
O Brasil despencou 65 posições no KidsRights Index de 2015 para 2017, caindo do 43º lugar para o 108º. O ranking, que avalia o nível de envolvimento da comunidade internacional quanto aos direitos de crianças e adolescentes até 18 anos, é feito pelo Comitê da Organização das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (CRC).

Os principais problemas relatados pelo relatório de 2015 do CRC incluem a discriminação estrutural contra crianças indígenas e afrodescentes, portadoras de deficiência, lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais e crianças vivendo nas ruas, áreas rurais e remotas e em áreas urbanas marginalizadas, incluindo as favelas. Além disso, também existe uma preocupação do comitê com o alto número de ameaças de morte, ataques físicos, desaparecimentos e mortes entre jornalistas e ativistas de direitos infantis e humanos.

Essa queda na comparação com o resultado brasileiro de 2015 é puxada pelo indicador que mede o “ambiente favorável aos direitos da criança” (enablingenviroment for childrights), cujos dados são coletados no documento que contém as observações finais do CRC para o Brasil, e o direito à educação. Nesses indicadores, o país ficou na 142ª e na 127ª posição, respectivamente.
Os índices usados para chegar ao resultado são: direto à vida (righttolife); direito à saúde (righttohealth); direito à educação (righttoeducation); direito à proteção (righttoprotection); e ambiente favorável aos direitos das crianças (enablingenviroment for childrights). Desses, o que o Brasil se saiu melhor foi no direito à saúde, ficando no 52º lugar. Logo depois veio o direito à vida (72º) e o direito à proteção (77º).
O KidsRights Index analisa os 163 países que assinaram a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, utilizando duas fontes de dados confiáveis: números quantitativos publicados anualmente pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e os números qualitativos coletados pelo CRC, que usa relatórios individuais para cada país, sem uma regra cronológica de publicação.

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